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SOBRE O SACRIFÍCIO RITUAL

ANA BEATRIZ ALMEIDA|SP

16 maio | 19:00h | Praça Teixeira de Freitas

Performance ritual foi construída a partir de imersão de longa duração, tanto no movimento social de povos matriz africana, quanto no processo seletivo de passistas do Vai-Vai de 2016 - ao qual a performer se submeteu. Questiona-se a construção da identidade nacional através do símbolo da passista e suas negociações entre a sociedade, o corpo da mulher negra, espiritualidade e o carnaval.

A obra é um exercício ético e estético produzido a partir do método corporal criado pela performer após 11 anos de Butoh, em parceria com as comunidades do Baba Egun e a Irmandade da Boa Morte. Num paralelo com o projeto de (r)existência cultural do candomblé, ameaçado recentemente pelas propostas de lei que proibiam o sacrifício ritual, numa reflexão sobre o golpe político-midiático de 2016 a partir do genocídio das populações negras, mobiliza-se a corporeidade negra feminina estabelecida na dicotomia entre sujeito central na resistência, e objeto dos mecanismos de manutenção sócio-cultural.

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